A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios e soluções para o combate à evasão escolar no Brasil atual”, apresentando proposta de intervenção. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Evasão escolar: uma em cada quatro crianças abandona a escola antes de completar ensino médio
26 mar 2019 | Fonte: Terra
A taxa de evasão escolar no Brasil é a terceira maior do mundo, segundo o Relatório de Desenvolvimento, divulgado pelo Pnud: em média, 24,1% dos alunos não concluem o Ensino Fundamental até os 16 anos. São inúmeros os fatores que envolvem essa triste realidade, podendo-se citar desde as dificuldades financeiras até a falta de interesse ou motivação pelo processo de aprendizagem. Mesmo diante desse cenário, de difícil resolução, algumas atitudes dentro da comunidade escolar podem ajudar a melhorar essa situação.
A psicopedagoga Eloisa Mota acredita que a escola pode contribuir muito para o sucesso ou para o fracasso de seus alunos. Devem-se considerar os aspectos físicos, químicos e psicológicos que levam a mudanças no comportamento do discente, assim como a falta de estímulos na escola.
As condições da escola e dos profissionais que nela atuam são fatores que muitas vezes influenciam o desempenho dos alunos e servem de desestímulo para o prosseguimento dos estudos. Sabe-se, entretanto, que a evasão escolar pode estar associada ä falta de uma estrutura familiar adequada. De qualquer forma, aos educadores compete o papel de identificar aspectos comportamentais que possam interferir negativamente no rendimento em sala, levando o aluno desmotivado ao abandono da escola.
Tanto a relação professor-aluno quanto um processo de ensino-aprendizagem adequado são capazes de minimizar sensivelmente a influência negativa de outros fatores. Um clima de mútua confiança, assim como um processo que contemple estratégias voltadas para a valorização do aluno, que priorize a participação ativa do educando em sala e o aceite como um ser capaz de trazer contribuições a serem compartilhadas com o grupo ao qual está inserido, certamente proporcionarão a motivação e o ambiente favoráveis à aprendizagem significativa. […]
A escola precisa estar ciente do seu papel diante do aluno e da sociedade e, para isso, são necessários uma organização integrada, uma boa assessoria e um núcleo de profissionais especializados e capacitados.
É na instituição de ensino que a criança terá o convívio com outras crianças e adultos; logo, irá adquirir novas experiências, sentir, comparar, idealizar, registrar, descobrir, trocar, reinventar. Como resultado, ela vai arquitetando o seu conhecimento sobre o mundo e desenvolvendo sua inteligência. Esse processo diz respeito ao todo da criança e à forma como ela se insere no mundo.
A ação psicopedagógica na escola precisa estar fundamentada no diálogo, na escuta e na troca, destaca Eloisa Mota, que para compartilhar e ajudar outros profissionais da área criou no Instagram o projeto “Proseando no Pomar”. […]
O psicopedagogo não vem com as respostas prontas, é necessário um trabalho de equipe, em parceria com todos que fazem a escola (gestores, equipe técnica, professores, alunos, pessoal de apoio, família), para que sua atuação seja efetiva e positiva, assim como a sua intervenção. Somente assim poderá promover os ganhos esperados e minimizar as dificuldades no contexto escolar.
É preciso mudar a estratégia, a prática, inovar para atrair os alunos faltosos e os que deixam a escola muito cedo. Isso pode acontecer por uma liderança local, um parceiro da escola, a reestruturação de projetos educacionais e a própria atuação docente. O fundamental é que não se pode desconsiderar a opinião dos jovens. A primeira mudança é nesse processo de escuta, é preciso escutar os jovens para entender quais são as suas necessidades.
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Menor infrator: maioria está fora da escola e não tem figura paterna
23.mar.2019 | Fonte: Destak Rio de Janeiro
A maioria dos menores infratores na cidade do Rio tem entre 16 e 18 anos, está fora da escola e costuma pertencer a uma família numerosa chefiada por uma mulher de baixa renda, sem uma presença paterna. Essa é a conclusão de um estudo feito pela Vara da Infância e da Juventude do Rio, com base nos dados de menores apreendidos na capital em 2017 e em 2018.
No período, 4.843 menores foram apreendidos em flagrantes na cidade do Rio de Janeiro. A maioria deles tinha 16 a 18 anos, o que equivale a 67,82% do total. Os outros 32,17%, ou 1.558 em números absolutos, tinham de 12 a 15 anos. Desses jovens, 1.436 estudavam, enquanto 3.406 estavam fora da escola, o que representa uma taxa de 70,35% de evasão escolar. A média de irmãos é de três. As famílias desses jovens infratores costumam ter uma média de quatro filhos.