A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Vacinação enquanto forma de aumento da expectativa de vida no Brasil: desafios e soluções”, apresentando proposta de intervenção. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Movimento antivacina é incluído na lista de dez maiores ameaças à saúde em 2019
30 jan 2019 | Fonte: O Globo
RIO – O movimento antivacinação foi incluído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global em 2019. Numa lista em que figuram vírus mortais como os do ebola, HIV, dengue e influenza, a “hesitação em se vacinar” foi incluída porque “ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças evitáveis por meio de vacinação”.
“A vacinação é uma das formas mais eficientes, em termos de custo, para evitar doenças”, afirmou a OMS no documento. “Ela atualmente evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano, e outro 1,5 milhão poderia ser evitado se a cobertura vacinal fosse melhorada no mundo.”
Segundo a OMS, as razões por que as pessoas escolhem não se vacinar são complexas, e incluem falta de confiança, complacência e dificuldades no acesso a elas. Há também os que alegam motivos religiosos para não vacinar a si mesmo ou a seus filhos.
Os efeitos da redução da cobertura vacinal já vêm sendo notados: os casos de sarampo, por exemplo, aumentaram 30% no mundo, segundo os últimos dados disponíveis (2017). Países onde a doença estava extinta, como os Estados Unidos, voltaram a registrar epidemias.
“Trabalhadores da saúde, especialmente os comunitários, são os maiores e mais confiáveis conselheiros e influenciadores para a decisão de se vacinar, e é preciso apoiá-los para que forneçam informação confiável sobre as vacinas”, diz o relatório. […]
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Vacinas têm particular importância entre idosos, diz Opas
29.set.2018 | Fonte: Agência Brasil
Em 2050, o mundo terá um total de 2,1 bilhões de pessoas com mais de 60 anos, sendo 200 milhões na América Latina e no Caribe. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) mostram que a expectativa de vida na região, no mesmo ano, será de 78 anos, contra entre 68 e 70 anos na média global.
A assessora regional de Imunização da Opas, Lúcia Helena de Oliveira, alertou, entretanto, que as pessoas estão envelhecendo sem saúde, em meio à prevalência de doenças crônicas, à falta de cuidados de longa duração e ao alto nível de dependência.
Durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro, Lúcia Helena lembrou que o sucesso da vacinação em crianças é altamente reconhecido, mas a necessidade de programas de imunização ao longo da vida e, sobretudo, em idosos, é frequentemente subestimada. Ela ressaltou que a gravidade de muitas infecções é maior em idosos, quando comparada à de adultos jovens. Além disso, as doenças infecciosas estão comumente associadas a sequelas de longo prazo entre os que têm mais de 60 anos, como o comprometimento das atividades diárias, a fragilidade e a perda de independência.
“A vacinação é a estratégia mais eficiente para prevenir doenças infecciosas, e o aumento da vulnerabilidade entre idosos faz com que as vacinas tenham particular importância nesse grupo populacional”, disse. “A prevenção de doenças infecciosas é uma das medidas que asseguram o envelhecimento com melhor qualidade de vida”, completou.
A assessora da Opas destacou, entretanto, que a indicação de uma vacina para um adulto ou idoso depende do seu histórico de doses recebidas durante a infância e a adolescência. Segundo Lúcia Helena, pessoas com mais de 60 anos apresentam, em geral, resposta imunitária mais reduzida a vacinas, mas suficientemente efetiva para prevenir doenças potencialmente graves. A orientação é que as pessoas procurem se imunizar antes do estabelecimento da chamada imunossenecência – diminuição da função do sistema imune em razão da idade.
“Para algumas vacinas, é muito mais seguro recebê-las antes dos 60 anos, considerando um maior risco para eventos adversos, como é o caso da febre amarela”, explicou. “Esperar até os 65 anos ou mais para iniciar a vacinação de idosos pode ser muito tarde. Deve-se começar antes, enquanto a resposta imunológica é ótima”, concluiu.